domingo, 24 de janeiro de 2010

As Virtudes de uma Igreja Modelo

Título – As Virtudes de uma Igreja Modelo
Referência – 2 Ts 1.3-5
Tema – A gratidão de Paulo pelas virtudes da igreja em Tessalônica.
INTRODUÇÃO

1.    Temos percebido que muitas igrejas têm ganhado em quantidade e perdido em qualidade. São templos cheios e crentes vazios do conhecimento da palavra. Acredito que devemos buscar a quantidade sem perder a qualidade.

2.    A Bíblia nos mostra um interesse no número daqueles que iam sendo salvos. Lucas ao escrever o livro de Atos relata a decisão de 3 mil pessoas que ouviram a pregação de Pedro (At 2.41) e se uniram a igreja.

3.    Na carta aos tessalonicenses, Paulo exalta as virtudes da igreja em Tessalônica. Segundo o apóstolo, ela servia de modelo para as demais igrejas onde ele ensinava o evangelho (v. 4).

4.    Ao que tudo indica aquela igreja estava sofrendo fortes perseguições por causa de sua fé. Todavia, não se dobrava diante dos ataques que sofria (v. 4).

5.    A igreja em Tessalônica serviu de modelo para a sua geração. Atualmente precisamos de igrejas modelo. Muitas igrejas têm negociado os valores cristãos em favor de um rol de membros maiores. Como conseqüência muitos membros não sabem o real propósito de fazer parte de uma igreja. Esses vêem os templos como ponte para a riqueza material e cura de suas enfermidades físicas, apenas. Precisamos ser modelo para as igrejas da nossa geração.

Baseado nas palavras de Paulo aos Tessalonicenses gostaria de apontar algumas virtudes de uma igreja modelo.

I. UMA IGREJA MODELO TEM UMA FÉ CRESCENTE (v. 3)

1. Paulo não se omitiu de agradecer a Deus pelo modo como a igreja em Tessalônica estava desenvolvendo a sua fé. Segundo ele era “justo”, pois a “fé” deles crescia de forma intensa. Ao contrário de uma fé, raquítica, que não se desenvolve, os irmãos em Tessalônica estavam confiantes naquilo que haviam aprendido de Deus através de Paulo.

2. A fé deles era desenvolvida à medida que permaneciam firmes em Cristo, mesmo que a morte lhes ameaçasse. Provavelmente, os crentes de Tessalônica, em sua grande maioria, estavam confiantes no Deus a quem serviam. Eles não duvidavam da segurança prometida por Deus.

3. Ter uma fé crescente requer de nós a capacidade para entender a realidade a nossa volta sob o controle de Deus.  Como ensinou pensador Batista Ed René Kivitz: “O oposto de fé não é a dúvida, é o medo” (KIVITZ, 2003, p. 245).

4. Não podemos temer nada nesse mundo se Deus esta conosco. Os inimigos não têm poder para assombrar aqueles que estão firmes em Cristo. Como ensinou João: “Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1 Jo 5.4b). Se quisermos ser modelo para a nossa geração precisamos ter a nossa fé aumentada.

II. UMA IGREJA MODELO TEM O AMOR EXPANDIDO ENTRE OS SEUS IRMÃOS (v. 3)

1. A maior de todas as virtudes – o amor (1 Co 13.13) - estava sendo vivenciado constantemente entre os irmãos da igreja em Tessalônica. Havia mutualidade entre os irmãos. Ninguém estava na igreja apenas para ser amado, pois assim como recebiam eles também dava. Por isso, Paulo agradeceu a Deus pelo “mútuo amor” daquela igreja (v.3).

2. A igreja do Senhor precisa ser um celeiro de amor. É através da prática do amor que o mundo nos distingue como discípulos de Jesus (Jo 13.35). Uma igreja digna de louvor é formada por cristãos que se importam com as necessidades dos seus irmãos.

3. Precisamos expandir entre nós o amor que recebemos de Deus. Perdoando os que nos feriram, ajudando os que têm fome, doando-nos a causa dos pobres, etc. Ajudar é doar-se um pouco de nós, amar é doar tudo de nós. A nossa geração precisa de uma igreja que viva o amor.

III. UMA IGREJA MODELO É CONSTANTE EM MEIO ÀS PERSEGUIÇÕES (V. 4)

1. A igreja em Tessalônica foi perturbada por alguns que queriam desviar a fé dos crentes. Possivelmente, falsos mestres que semeavam contendas doutrinárias contras os cristãos. Segundo Paulo Deus retribuirá a tribulação provocada por esses em meio ao seu povo (cf. vv. 6,7).

2. A tribulação sofrida pelos tessalonicenses produzia um efeito benéfico dentro da igreja. As perseguições serviria para consolidar os cristãos verdadeiros como “dignos do reino de Deus” (v. 5). Como ensinou o pastor Hernandes Dias Lopes acerca da perseguição: “A perseguição é um sinal de genuinidade, um certificado de autenticidade cristã” (LOPES, 2008, p. 132).

3. Uma fé perfeita não regride diante das lutas. Toda investida contra as nossas vidas por causa da nossa fé serve para demonstrar o valor daquilo que vivemos. Se vivêssemos em amizade com o mundo o mundo não nos perseguiria. Aquilo que cremos não é desse mundo, e por isso o mundo nos odeia. Uma igreja modelo para a nossa geração não teme as investidas do mundo e do diabo.

CONCLUSÃO

1.    Por fim, a igreja em Tessalônica foi um modelo do quais muitas igrejas puderam aprender a viver um cristianismo autêntico. Ela nos ensina virtudes que precisam se resgatada em nossos dias.

2.    Portanto, busquemos aumentar a nossa fé em Deus através das circunstâncias que enfrentamos, nunca deixando de expandir o amor entre nós e permanecendo firmes nas perseguições que nos aflige nessa existência.

Referências:

KIVITZ, Ed René. Vivendo com propósitos. São Paulo: Mundo Cristão, 2003.

LOPES, Hernandes Dias. A felicidade ao seu alcance. São Paulo: Hagnos, 2008.

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